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    A avaliação técnica no sistema IES

    No post anterior foi abordado o formato geral da avaliação no sistema IES. O sistema IES divide os indicadores em quatro grandes áreas (técnica, tática, comportamental e física), além de uma área específica para o goleiro. E neste post vamos abordar a avaliação da técnica com maior profundidade. Discriminando os indicadores e critérios que são utilizados para caracterizar o desempenho técnico dos jogadores.

    A área técnica é segmentada em sete diferentes indicadores:
    1. Chute perna dominante
    2. Chute perna não dominante
    3. Passe perna dominante
    4. Passe perna não dominante
    5. Recepção de passe
    6. Condução e controle de bola
    7. Manutenção da técnica em situação de jogo

    Dentro de cada indicador são inseridos pontos chave para caracterização do desempenho dos atletas avaliados.

    Avaliação do chute e passe:
    Na avaliação do chute e passe (tanto com a perna dominante como com a perna não dominante) são utilizados quatro pontos fundamentais de caracterização: coordenação geral do movimento; precisão; intensidade; velocidade de execução do movimento. A coordenação geral está relacionada com a posição do pé de apoio, grau de flexão dos segmentos do corpo e a zona de interação do pé com a bola. A precisão está relacionada com o controle da direção do gesto, tanto na perspectiva lateral quanto na altura. A intensidade está relacionada com a força em que é executado a ação e os parâmetros técnicos que influenciam o aumento da força como a utilização do peso do corpo para aumentar o impulso da bola e a aceleração prévia ao movimento. E, por último, a velocidade de execução está relacionada com o quão rápido o jogador consegue realizar o gesto técnico.

    Avaliação da recepção de passe:
    Na avaliação da recepção de passe são utilizados cinco pontos fundamentais de caracterização: eficiência no controle da bola; direcionamento da bola; velocidade gestual; velocidade de conexão com o gesto seguinte; movimentação em direção à bola antes da recepção. A eficiência no controle da bola está relacionada com a capacidade do jogador controlar a bola sem deixar a bola ir longe de sua posição. O direcionamento da bola está relacionado com a capacidade do jogador direcionar a bola para um local que facilite a ação subsequente desejada ou que dificulte a abordagem do marcador em tentar roubar a bola. A velocidade gestual se refere à velocidade para execução do gesto de recepção (aceleração do movimento). A velocidade de conexão com o gesto seguinte se refere à capacidade de preparar a recepção para execução de um passe, chute ou cruzamento de maneira rápida sempre que necessário. E a movimentação em direção da bola se refere à movimentação do jogador em direção ao passador antes de receber o passe para acelerar o andamento da jogada ou dificultar a ação do defensor em interceptar o passe.

    Avaliação da condução ou controle de bola:
    Na avaliação da condução ou controle de bola são utilizados quatro pontos fundamentais de caracterização: eficiência da condução; desempenho em manobras de mudança de direção; velocidade de condução; troca de velocidade durante a condução. A eficiência na condução se refere à capacidade do jogador se deslocar com a bola sem perder seu controle (a bola se afastar muito ou ficar presa em cima do jogador enquanto faz o deslocamento). O desempenho nas manobras de mudança de direção se refere ao controle da bola neste tipo de movimento. A velocidade de condução discrimina o quão rápido o atleta consegue se deslocar e mudar de direção na condução da bola. E, por último, a troca de velocidade está relacionada com a capacidade do jogador em realizar frenagens bruscas e acelerações intensas nas situações de mudança de direção com a bola sem perder o controle da mesma.

    Avaliação da técnica em situação de jogo:
    Na avaliação da técnica em situação de jogo são utilizados quatro pontos fundamentais de caracterização: capacidade de dar sequência na jogada; segurança para jogar com a bola; capacidade de desequilíbrio; dificuldade do contexto em que realiza a ação. A capacidade de dar sequência à jogada se relaciona com o sucesso do jogador em não perder a bola e conseguir passar para seus companheiros de time ou realizar outra ação pertinente ao contexto do jogo. A segurança para jogar com a bola se refere à atitude do jogador em não se precipitar quando tem a posse da bola, sem se assustar e se livrar da bola de qualquer jeito. A capacidade de desequilíbrio se relaciona com a eficiência do jogador em encontrar jogadas que desorganizam o sistema defensivo adversário com criação de oportunidades de gol. E, por último, a dificuldade do contexto se refere à pressão exercida pelos defensores no momento em que o jogador está com a bola.

    Basicamente esta é a estrutura da avaliação da técnica do sistema IES.

    Para maiores informações entre no nosso site.

    Nos vemos no nosso próximo post.


     

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