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    Desenvolvimento Coletivo X Desenvolvimento Individual

    O processo de formação em um clube de futebol parte do princípio de uma captação de atletas eficiente, atraindo indivíduos capazes de formar uma equipe qualificada. Pensando na saturação atual do mercado, isso é ainda mais imprescindível. Todos os clubes e escolas precisam de ferramentas para a captação da matéria prima desde as menores idades, pois, sem a iniciação não haverá trabalho a longo prazo, fazendo com que mais potenciais talentos esportivos sejam desperdiçados.

    Com foco no desenvolvimento do potencial do talento esportivo, ou mesmo do indivíduo como um todo, é mais importante um olhar para o desenvolvimento coletivo (da equipe, do grupo) ou o individual (do atleta)? Ou seria viável um equilíbrio uma atenção para ambos?

    “O futebol é a combinação de organização coletiva, mas de exaltação da capacidade individual”.
    (Jorge Valdano)

    Pode-se dizer que o coletivo é a organização de todos elementos presentes no jogo de futebol. As ideias de jogo de uma determinada equipe serão resultado da interação dinâmica de componentes técnicos, táticos, físicos, fisiológicos e psicológicos. É necessária essa organização coletiva, mas somente ela, sem o já dito foco no individual, não seria suficiente para resolver os problemas de uma partida de futebol. Afinal, quem toma as decisões dentro do jogo é o indivíduo e, assim sendo, ele é quem deve estar munido de conceitos e ideias para que suas ações sejam próximas ao modelo de jogo proposto ao coletivo.

    O jogo de futebol nunca foi e nunca será previsível e é justamente essa imprevisibilidade que faz dele o esporte mais apaixonante no mundo. Assim, o desenvolvimento individual assume um papel muito importante. Focado nele é possível ver que cada atleta tem características e potenciais diferentes e possíveis de serem lapidados, tanto nas esferas técnicas quanto físicas e psicossociais. Esses potenciais, ao passar do tempo, se bem explorados trazem desempenho e resultados. É a soma de valores individuais que formam um coletivo vitorioso.

    Na prática, se uma equipe tiver um atleta com capacidade técnica e cognitiva acima dos demais, por exemplo, ele poderá solucionar um jogo sozinho por vezes, fazendo com que toda a organização do adversário se desmonte. Mas, depender de apenas um atleta capaz de algo assim é um risco muito grande a se assumir como treinador ou professor. A partida depende de ações individuais, são elas que geram as diferenças nos cenários das partidas, bem como é a sintonia e padrão entre elas que caracterizam se há ou não organização coletiva na equipe. Havendo interações organizadas, crescem as chances de os maiores talentos fazerem a diferença nos jogos.

    Dentro das etapas de desenvolvimento desde a iniciação esportiva, essa capacidade individual deve ser explorada e a liberdade para a criança desempenhar suas habilidades deve sempre existir. Os mecanismos de treinamento coletivo são importantes, com linguagens adaptadas trazendo a noção e responsabilidades dentro do espaço. No entanto, não se pode privar as crianças de fazerem algo diferente do comum, nada pode frear a criatividade de um jovem atleta no jogo. Pense o quanto seria chato um jogo de futebol com movimentos iguais, com os seus jogadores fazendo exatamente o que os seus treinadores pedem em relação ao jogo. É neste momento que entra em campo o talento do professor, a importância de profissionais que conseguem tirar o máximo potencial de cada atleta dentro de um modelo de jogo sem tirar a essência do esporte: a alegria do “brincar de bola”.

    A melhor maneira de auxiliar no desenvolvimento coletivo das equipes é manter o foco em preparar ao máximo o indivíduo. Quanto maior o repertório individual, maior a capacidade de tomada de decisões acertadas; Quanto mais o atleta acerta, mais confiante ele está; Quanto mais confiante, mais seguro; Quanto mais seguro, mais propício a se divertir a criança está. E nada é mais agradável de assistir do que um time inteiro de pequenos atletas se divertindo com o esporte.

    Felipe Kssesinski
    Consultor Esportivo


     

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