Danubio: a universidade do futebol uruguaio

    Ao falarmos em futebol uruguaio, costumamos focar nossas atenções em Peñarol e Nacional, times mais vitoriosos e de maiores torcidas no país. Mas grande parte do sucesso do futebol uruguaio e da seleção celeste nos últimos anos se deve a outro clube: o Danubio, um exemplo a ser seguido na formação de jogadores.

    Forlán e Cavani, dois jogadores de sucesso mundial formados pelo Danubio. Foto: Getty Images

    Cavani, Forlán, Recoba e muitos outros
    Desde algumas décadas até hoje, é raro ver uma convocação da seleção uruguaia que não tenha pelo menos um jogador formado pelas divisões de base do Danubio.

    Sem a mesma popularidade e recursos dos outros dois rivais, o time alvinegro investe em suas categorias de base e revela grandes talentos do futebol, como Edinson Cavani (atualmente no PSG), Diego Forlán (melhor jogador da Copa do Mundo de 2010) e Álvaro Recoba (ex-Inter de Milão e seleção uruguaia), além de outros jogadores de sucesso na seleção e no futebol, como Fabián Carini, Ruben Sosa, Marcelo Zalayeta, Walter Gargano, Richard Nuñez, Christian Stuani e José María Giménez.

    Essa vocação em revelar craques rendeu ao Danubio um apelido justíssimo no Uruguai: “la universidad de fútbol”.

    Edinson Cavani com a camisa do Danubio.

    Preocupação com o comportamento humano do atleta
    Para Ruben Cabrera, ex-jogador de futebol formado nas divisões de base do Danubio, o sucesso do clube na formação de futebolistas de sucesso vai além do treinamento técnico. O clube se preocupa com o comportamento do atleta como um todo, dentro e fora de campo.

    – Novas pesquisas na área do comportamento humano demonstram que o desempenho esportivo e aprimoramento, está diretamente relacionado ao seu quociente emocional (QE) muito mais do que ás suas habilidades técnicas. Acredito que o grande sucesso do Danubio tem como alicerce a utilização destas ferramentas, o cuidado da psicologia esportiva desde as formativas iniciais – disse o ex-jogador

    Cabrera começou sua carreira no clube aos 12 anos e permaneceu até os 18, quando teve que encerrar sua carreira devido a uma lesão no ligamento cruzado. Não teve a mesma sorte de seu irmão, Carlos Cabrera, também revelado pelo Danubio, que seguiu a carreira de jogador, chegou à Seleção Uruguaia e atuou até mesmo no Brasil, pelo Sport, nos anos 80.

    A lesão não afastou Ruben Cabrera do mundo da bola.

    – Trabalhei em parceria com algumas empresas como Unisport, Player Uruguay, C.S.R Futebol e Marketing, Forlán Sports, etc sempre cuidando da formação e posterior transferência de jogadores a outros mercados. Formado em PNL Neurolinguistica, tenho ministrado palestras da aplicabilidade de esta ferramenta no esporte.

    Seleção Sub-20 e resultados esportivos

    Como consequência desse bom trabalho de base, o Danubio costuma se destacar nas convocações das seleções de base uruguaias. Na Seleção Sub-20, por exemplo, com as convocações de Brian Ferrares e Thomás Chacón para o Sul-Americano Sub-20 de 2017, na Venezuela, o Danubio chegou ao incrível número de 83 jogadores cedidos à Seleção Uruguaia para a competição.

    O bom trabalho de base não traz somente status e retorno financeiro ao clube. Os resultados esportivos do trabalho de formação de jogadores realizado pelo Danubio são muito bons também.

    Fundado em 1932, o clube passou as décadas de 40, 50, 60 e 70 disputando alternando divisões no futebol uruguaio, tendo sido campeão da 2ª, 3ª e 4ª divisões nacionais nesses períodos. A partir do final dos anos 80, quando começou a investir com mais força em seus jovens atletas, o Danubio cresceu no futebol uruguaio e conseguiu ser protagonista em algumas edições.

    Em 1988, o Danubio foi campeão nacional da 1ª divisão pela primeira vez, conquista que se repetiria mais três vezes, nas temporadas 2004, 2006/2007 (com Edinson Cavini na equipe) e 2013/2014, além dos títulos do Apertura (2001, 2006 e 2013) e do Clausura (2002, 2004, e 2007), primeiro e segundo turno do campeonato uruguaio, respectivamente.

    Se até a metade da década de 70 o Danubio não tinha participado da Libertadores, hoje o clube já acumula 6 participações no maior campeonato de clubes da América do Sul (1978, 1984, 1989, 2005, 2007 e 2015), com destaque para a campanha de 1989, quando o clube chegou às semifinais do torneio, sendo eliminado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, campeão da Libertadores naquela edição.

    O que o exemplo do Danubio mostra é que o investimento em categorias de base é fundamental para qualquer time, desde os mais ricos (que podem ter um grande retorno esportivo ao revelar grandes talentos do futebol mundial), até os com menos recursos (que podem ter um grande retorno financeiro e esportivo).

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