Saiba como organizar um treino em circuito

    O treino em circuito foi desenvolvido para que o máximo de crianças ou atletas pudessem realizar diferentes atividades ao mesmo tempo. Costumeiramente, o professor divide o espaço com atividades diferentes e as crianças tentam executar as tarefas da melhor forma possível.

    As tarefas podem ser divididas em gestos isolados, como apenas condução, controle e etc, ou podem combinar diferentes gestos como condução seguida por finalização, ou controle com finalização.

    Conhecendo bem seu grupo, o professor pode priorizar uma das duas formas de trabalho citadas anteriormente, dando ênfase a um determinado gesto, ou combinando as ações e assim aproximando mais à realidade do jogo. Porém, além do circuito técnico, há também o circuito que contempla situações de jogo, principalmente os duelos de 1 x 1 e 2 x 1. Neste caso, pode-se também associar algum gesto específico, como o domínio de lançamento vindo do goleiro, antes de se iniciar o duelo, trazendo novamente o exercício para uma situação mais próxima da realidade do jogo.

    Para as idades menores, o ideal é usar um número menor de estações e um número menor de tarefas em cada estação. Assim, o foco fica no gesto técnico escolhido. Para os mais velhos, a partir dos 11 anos, pode-se montar um circuito com um maior número de estações e combinar múltiplas tarefas em cada estação.

    Aliás, combinar múltiplas tarefas em cada estação é o conceito hoje mais aceito, já que evita que o (a) atleta crie um padrão motor e fique repetindo o gesto técnico indefinidamente.

    A idéia é intercalar os gestos técnicos, para que o(a) garoto(a) tenha que sempre adaptar o movimento à nova tarefa. Ou, como dissemos anteriormente, colocar os gestos em sequência, onde o sucesso de uma ação é dependente da ação anterior, como domínio orientado e chute, aproximando a ação ao ambiente de jogo.

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    Resumidamente, colocamos aqui alguns pontos que acreditamos importantes na hora de montar o circuito:

    1 – Um professor para cada estação (assim o professor fica focado na estação específica),

    2 – Divisão igualitária de alunos(as) por estação (evitar filas),

    3 – Bom uso do espaço para que todos estejam em atividade evitando grandes filas.

    4 – Se houver um grande número de alunos e poucos professores, é recomendado a utilização de poucas estações, mas com múltiplas tarefas, onde o aluno (a) pode rapidamente realizar diferentes gestos técnicos.

    5 – Ainda no caso de muitos alunos e poucos professores, outra sugestão é o uso de estações que combinem alguma tarefa técnica (como passe e domínio), com situações de jogo (como 1 x 1). Esta é uma excelente forma de combinar tarefas e deixar todos em atividade e motivados.

    6 – Para os circuitos com situação de jogo, limitar bem o uso do espaço, para que os duelos não ocorram por todo o campo, atrapalhando as outras estações. Além disso, a delimitação do espaço pode aumentar ou diminuir a pressão sobre o portador da bola. Pense na idade e no nível técnico dos seus alunos ao delimitar o espaço.

     

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    7 – O tempo para que os duelos ocorram também é importante. Na nossa opinião, é melhor usar tempos curtos, estimulando os (as) jogadores (as) a partirem para os duelos. Não estamos treinando resistência específica, queremos ver o comportamento em determinadas situações. Ao terminar o duelo, com tempo curto, pode-se alternar as posições, ou mesmo só passar o atacante para a defesa. Se o duelo for longo, está troca direta fica comprometida, pelo falta de tempo para a recuperação.

    8 – Circuitos voltados para as avaliações: principalmente nas avaliações, mas não exclusivamente, procure se colocar em uma posição onde você possa contemplar a realização da tarefa como um todo. O ideal é que o professor esteja posicionado “lateralmente” ao exercício, afastado o suficiente para ter uma visão de todo o movimento que esta sendo executado pelo (a) atleta. Além disso, na avaliação sempre é recomendado estimular os alunos a realizarem as tarefas da maneira mais rápida possível. Uma tarefa realizada em baixa intensidade é menos específica à realidade do que acontece no jogo. Deste modo, um bom desempenho em velocidade baixa pode não refletir o desempenho do aluno em uma situação de jogo real.

    9 – Deixe que o (a) atleta passe por mais de uma vez em cada estação. A primeira passagem serviria de vivência, conhecimento, tendo as outras repetições a atenção melhor voltada para a correta utilização do gesto ou da tomada de decisão.

    Esperamos que com este rápido guia, nós possamos auxilia-lo no seu plano de aula, especificamente na utilização dos circuitos (tanto para aula como para o treino).

    Note, por favor, que não tocamos nos circuitos voltados para o treinamento das capacidades condicionais (força, resistência e velocidade), não sendo o foco neste artigo.

    Agora é colocar em prática e ver o que mais se adapta à sua realidade.

    Bom trabalho!

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